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Fux, Gradus ad Parnassum · Português (Brasil)

Johann Joseph Fux · seção 4 de 32

Exercício I

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Terceira LIção

Sobre a terceira espécie de contraponto

A terceira espécie de contraponto é uma composição de quatro semínimas contra uma semibreve. Primeiro, observe que, se cinco semínimas se seguem continuamente por grau conjunto, subindo ou descendo, a primeira deve ser consonante, e a segunda pode ser dissonante. A terceira deve novamente ser consonante. A quarta pode ser dissonante se a quinta for consonante, como nos exemplos:

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Fig. 45 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Há, porém, uma primeira exceção no caso em que a segunda e a quarta notas sejam consonâncias; nesse caso, a terceira nota pode ser uma dissonância, como nos exemplos seguintes:

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Fig. 46 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Aqui a terceira nota de todos os exemplos é consonante, e isso se chama diminuição do salto de terça. Para esclarecer a verdade dessa questão, esses exemplos devem ser reduzidos à sua substância da seguinte maneira:

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Por eles vê-se claramente que a terceira nota, a saber, a dissonância, nada mais é do que uma diminuição do salto de terça, pela qual se preenche o espaço intermediário entre a segunda nota e a terceira. Tal espaço nunca recusa a diminuição, ou o preenchimento por uma nota intermediária.

Um segundo caso em que se abandona a regra comum é a nota cambiata, chamada Cambiata pelos italianos, em que da segunda nota, dissonante, se faz a progressão por salto para uma consonância, como se pode ver nos exemplos seguintes.

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A rigor, aquele salto de terça da segunda nota para a terceira deveria ocorrer da primeira nota para a segunda; nesse caso, a segunda nota formaria a consonância de sexta, desta maneira:

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Nesse caso, se fosse feita diminuição da primeira nota para a segunda, o resultado seria o seguinte:

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Mas, como não há lugar para colcheias nesta espécie de contraponto, homens de grande autoridade escolheram aceitar o primeiro exemplo, em que a segunda nota tem uma sétima, talvez pela maior graça da melodia.

Resta, por fim, mostrar como deve ser construído o penúltimo compasso, que costuma apresentar mais dificuldade do que os outros. Se o cantus firmus estiver na parte inferior, deve ser disposto da seguinte maneira.

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Fig. 51 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Mas, se o cantus firmus estiver na parte superior, deve ser construído da seguinte maneira.

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Conhecendo, então, essas coisas e o que já foi dito sobre as outras espécies, espero que a composição nesta espécie lhe seja fácil. Mas desejo adverti-lo repetidamente a levar particularmente em conta o compasso seguinte, se deseja não encontrar obstáculo ao prosseguir. Ponha-se ao trabalho, então, tomando todos os cantus firmi prescritos na primeira lição, naquela ordem.

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Fig. 54 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶
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Fig. 55 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶
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Original small musical catchword/custos anticipating the next page; recorded separately from performed body music.
Fig. 57 · Ver no leitor
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Fig. 59 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶
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Fig. 60 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Aloysius. Por que empregou bemóis em alguns lugares, sinal não habitual no gênero diatônico em que estamos trabalhando?

Joseph. Pareceu-me que, de outro modo, surgiria uma relação áspera de mi contra fa. Tampouco penso que prejudiquem o gênero diatônico, pois fica claro que esses bemóis foram introduzidos por necessidade, de modo acidental, e não substancial.

Aloysius. Observou muito bem; pela mesma razão, às vezes também se devem empregar sustenidos. Mas onde e quando é algo que se deve ponderar com discernimento. Pelos exemplos anteriores, parece reter suficientemente o que se exige para esta espécie. Para não me alongar demais, deixo os três modos restantes, Sol, Lá e Dó, para que os trabalhe em estudo particular. Passemos, então, ao