Por estilo misto entendo uma composição ora concertada para uma, duas, três ou mais vozes com instrumentos entremeados, ora provida de coro pleno, que é o mais usado nas igrejas hoje. Como é comum e muito frequentemente ouvido, não considero valer a pena discuti-lo extensamente nem ilustrá-lo com exemplos. Apenas lembrarei, Joseph, que não esqueça o propósito e o objetivo da música eclesiástica: a saber, despertar devoção e servir ao culto divino, para que não confunda este estilo com os estilos teatral e de dança, como muitos fazem. Por outro lado, não adote, sob a noção de música sacra, ideias estéreis e sem propósito, nem caia em uma austeridade enfadonha que produz cansaço em vez de devoção. Sua preocupação deve ser com uma harmonia agradável ao ouvido e que entre com deleite no espírito dos ouvintes. Por fim, lembrando todas as advertências dadas ao longo deste extenso curso, construa sua composição de modo que seja meritória diante de Deus e não desprovida de louvor entre as pessoas.