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Rimsky-Korsakov, Princípios de orquestração · Português (Brasil)

Nikolai Rimsky-Korsakov · seção 41 de 100

Número de partes harmônicas — Duplicação

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Tradução automática da leitura em inglês. Rascunho; ainda sem revisão por um falante nativo.

Na imensa maioria dos casos, a harmonia é escrita a quatro partes; isso se aplica não apenas a acordes isolados ou a uma sucessão deles, mas também à formação da base harmônica. A harmonia que à primeira vista parece compreender 5, 6, 7 e 8 partes geralmente é apenas harmonia a quatro partes com partes adicionais. Esses acréscimos nada mais são que a duplicação, na oitava superior adjacente, de uma ou mais das três partes superiores que formam a harmonia original, sendo o baixo dobrado somente na oitava inferior. Os diagramas seguintes explicarão o que quero dizer:

A. Escrita em posição fechada.

music
Fig. 30 · Ver no leitor

B. Escrita em posição aberta.

music
Fig. 31 · Ver no leitor

Nota. Na harmonia em posição aberta, somente as partes de soprano e contralto podem ser dobradas em oitavas. Deve-se evitar duplicar a parte de tenor, pois isso produz uma escrita em posição fechada, e dobrar a parte de baixo cria um efeito de peso. A parte de baixo nunca deve se misturar às demais: Ruim: [Ouvir]

music
Fig. 32 · Ver no leitor

Devido à distância entre o baixo e as três outras partes, somente a duplicação parcial é possível.

Bom: |
| [Ouvir]

music
Fig. 33 · Ver no leitor

Nota. Não é necessário evitar notas em uníssono resultantes da duplicação correta, pois, embora o timbre nesses casos não seja absolutamente uniforme, o ouvido ficará satisfeito com a progressão correta das partes.

Oitavas consecutivas entre as partes superiores não são permitidas:

Ruim: |
| [Ouvir]

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Fig. 34 · Ver no leitor

Quintas consecutivas resultantes da duplicação das três partes superiores que se movem em acordes de sexta não têm importância:

Bom: |
| [Ouvir]

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Fig. 35 · Ver no leitor

O baixo de uma inversão do acorde de dominante nunca deve ser dobrado em nenhuma das partes superiores:

Bom: | | Ruim: |
| [Ouvir] | | [Ouvir]

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Fig. 36 · Ver no leitor
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Fig. 37 · Ver no leitor

Isso também se aplica a outros acordes de sétima e de sétima diminuta:

Ruim: | | Bom: |
| [Ouvir] | | [Ouvir]

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Fig. 38 · Ver no leitor
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Fig. 39 · Ver no leitor

As regras de harmonia referentes a passagens sustentadas e com pedais aplicam-se com igual força à escrita orquestral. Quanto a notas de passagem e bordaduras, escapadas, permite-se considerável liberdade em passagens rápidas de texturas diferentes:

Uma textura: Outra: |
| [Ouvir]

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Fig. 40 · Ver no leitor

Uma textura: Outra: |
| [Ouvir]

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Fig. 41 · Ver no leitor

Uma determinada figura e seus elementos essenciais, em forma simplificada, podem prosseguir simultaneamente, como no exemplo seguinte:

Uma textura: Outra: Uma terceira: |
| [Ouvir]

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Fig. 42 · Ver no leitor

Notas pedais superiores e internas são mais eficazes na orquestra do que na música para piano ou de câmara, devido à maior variedade de colorido sonoro:

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Fig. 43 · Ver no leitor

No Vol. II desta obra, serão encontrados muitos exemplos dos métodos acima.