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Schoenberg, Tratado de harmonia · Português (Brasil)

Arnold Schoenberg · seção 46 de 66

A tríade aumentada

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Tradução automática da leitura em inglês. Rascunho; ainda sem revisão por um falante nativo.

A tríade aumentada constitui-se de modo semelhante ao acorde de sétima diminuta. Como se mostrou anteriormente, sua forma também tem algo que retorna sobre si: se seu som mais grave for transposto uma oitava acima, a distância do som anteriormente mais agudo ao novo mais agudo será a mesma que entre os demais — do primeiro ao segundo e do segundo ao terceiro: uma terça maior (174a). A terça menor divide a escala cromática em quatro partes iguais; a terça maior, em três. Enquanto existem apenas três acordes de sétima diminuta, existem apenas quatro tríades aumentadas (174b). Só por essa razão, em analogia com o caso anterior, toda tríade aumentada pertence a pelo menos três tonalidades menores (174c).

174 a) b) c) — III A minor III C-sharp minor III F minor
Fig. 289 · Ver no leitor

Se examinarmos suas duas resoluções tonais mais importantes — para I e VI — nas três tonalidades menores a que pertence, veremos que a mesma sonoridade, chamada Mi–Sol sustenido–Dó num caso, Mi–Sol sustenido–Si sustenido ou Mi–Lá bemol–Dó em outro, liga-se duas vezes a cada uma de três fundamentais, cada fundamental sustentando um acorde maior num caso e menor no outro. A saber:
em lá menor, a Lá–Dó–Mi (I) e Fá–Lá–Dó (VI);
em dó sustenido menor, a Lá–Dó sustenido–Mi (VI) e Dó sustenido–Mi–Sol sustenido (I);
em fá menor, a Fá–Lá bemol–Dó (I) e Ré bemol–Fá–Lá bemol (VI).

175 — A minor: III I, III VI; C-sharp minor: III I, III VI; F minor: III I, III VI
Fig. 290 · Ver no leitor

Como a fundamental se move por quarta nas resoluções em acordes maiores — III–VI no menor —, é natural usá-las para produzir uma tônica e, para esse fim, construí-las artificialmente sobre o grau V das tonalidades maiores correspondentes, como dominantes secundárias. A introdução mais simples se faz elevando cromaticamente a quinta.

176 — V A major; V F major; V C-sharp (D-flat) major
Fig. 291 · Ver no leitor

Essa alteração pode, naturalmente, ser aplicada também aos graus secundários, às vezes alterando também a terça (177). A introdução também é possível cromaticamente por meio dos outros graus (178a) e sem cromatismo (178b). Por fim, qualquer grau também pode ser ligado às outras tríades aumentadas, como em 178c. Pois, por sua constituição, como demonstra o fato de pertencer a três tonalidades, a tríade aumentada é um acorde errante, como o acorde de sétima diminuta. Embora tenha menos resoluções, assemelha-se à sétima diminuta porque seus múltiplos significados permitem introduzi-la após quase qualquer acorde. Também permite passos aumentados e diminutos, pois o significado de um som estranho que entra não está de modo algum inequivocamente determinado no momento de sua entrada.

177 a) C major — I II III IV V VI VII
Fig. 292 · Ver no leitor
177 b) A minor — I II III IV V VI VII
Fig. 293 · Ver no leitor
178 a) C major — III I IV; V I IV. b) II IV VI VII. c) I II III IV V VI.
Fig. 294 · Ver no leitor

O Exemplo 179 oferece vários exemplos, que o aluno pode multiplicar à vontade experimentando tudo o que foi indicado acima. Na tríade aumentada, não é necessário distinguir estado fundamental e inversões. Ela quase sempre é reinterpretada, de modo que dificilmente pode surgir a sensação de um acorde de quarta e sexta. Frequentemente se usará a grafia enarmônica para evitar notação complicada. Assim, em 179d, por exemplo, deveria ser escrito Lá sustenido em vez de Si bemol. Mas Lá sustenido em Dó maior é uma notação que se prefere evitar.

179 a) b)
Fig. 295 · Ver no leitor
179 b) (continued)
Fig. 296 · Ver no leitor
179 c)
Fig. 297 · Ver no leitor
179 d) †
Fig. 298 · Ver no leitor
179 e)
Fig. 299 · Ver no leitor
179 f)
Fig. 300 · Ver no leitor

O fato de a tríade aumentada resolver numa tonalidade maior por uma progressão forte — a fundamental subindo uma quarta —, mesmo quando se originou na tonalidade menor homônima, favorece seu uso na ligação do maior com o menor. O aluno poderá usar essa vantagem na modulação, mas, como no caso do acorde de sétima diminuta, não aprovo basear uma modulação exclusivamente nesse acorde. Como antes, o aluno fará bem em usar um plano de modulação cuidadosamente ponderado que prepare o destino.

Devem-se mencionar duas outras maneiras de tratar a tríade aumentada. Embora harmonicamente insignificantes, não devem ser excluídas: abaixar um som por vez produz três novas tríades maiores (180a); abaixar dois sons por vez produz três tríades menores sobre as mesmas fundamentais (180b).

180 a) b)
Fig. 301 · Ver no leitor

Essas resoluções soam mais como resoluções de retardos, pois se baseiam numa progressão descendente — um movimento de terça ascendente da fundamental. Mas são úteis como preparação para uma progressão mais forte que se segue.