Pyotr Ilyich Tchaikovsky · seção 4 de 36
Capítulo II. A ligação das tríades da escala maior
Leia e ouça esta seção na edição reproduzível →Tradução automática da leitura em inglês. Rascunho; ainda sem revisão por um falante nativo.
§ 8. Na música, os acordes são usados em massas, com múltiplas repetições de um mesmo intervalo, como nas composições para orquestra e piano, ou dispostos para várias vozes individuais distintas. A escrita a quatro vozes é a forma mais comum e normal, pois representa as quatro vozes humanas diferentes: soprano, contralto, tenor e baixo. Portanto, em nosso estudo da harmonia, manteremos essa disposição.
A voz mais aguda, soprano, e a mais grave, baixo, são chamadas vozes extremas; as duas intermediárias, contralto e tenor, vozes internas.
§ 9. Passando à aplicação prática dos acordes estudados, começaremos colocando o som fundamental no baixo. Na voz superior pode-se usar qualquer um dos três sons: fundamental, terça ou quinta. Para as duas vozes internas, usaremos respectivamente os intervalos da tríade mais próximos do soprano. A tríade de Dó maior apareceria assim:

Esses três casos chamam-se posições do acorde. Conforme o intervalo da tríade que aparece no soprano, denominam-se posição fundamental ou de oitava, posição de terça e posição de quinta.
§ 10. O exemplo mostra que, em cada uma das três posições, a fundamental é usada duas vezes, enquanto terça e quinta aparecem apenas uma. Deve ser sempre assim? De modo algum! Na condução livre, o compositor pode dobrar qualquer som do acorde à vontade. Por enquanto, porém, não podemos usar essa liberdade, pois, conforme o § 9, devemos colocar as vozes internas o mais perto possível da superior. De fato, o dobramento da fundamental será sempre o mais comum, por ser o mais natural à tríade *).
__, *) Isso é confirmado pela chamada escala natural, que apresenta apenas duas quintas e uma terça contra três sons fundamentais.
§ 11. Já mencionamos (§ 6) a relação interna das tríades da escala. Há ainda outra ligação, puramente externa, que nasce dos sons comuns. As tríades dó, mi, sol e sol, si, ré, por exemplo, compartilham sol; fá, lá, dó compartilha dó com dó, mi, sol. De fato, cada tríade tem um ou dois sons comuns com qualquer outra construída sobre graus da mesma escala, exceto quando as fundamentais são graus imediatamente sucessivos. Assim, a tríade sobre Dó não tem som comum com as de si e ré; a de ré, nenhum com as de dó e mi, e assim por diante. A relação mútua das tríades quanto à ligação externa é mostrada na tabela seguinte:

Para ligar duas tríades de modo simultaneamente correto e satisfatório ao ouvido, é necessário conservar seu som comum na mesma voz.
A aplicação cuidadosa dessa regra confere fluência, eufonia e unidade à harmonia; além disso, permite ao aluno evitar muitos erros graves que de outra maneira necessariamente cometeria. Tomemos, por exemplo, a tríade sobre dó em posição de oitava e a liguemos sucessivamente a outras com sons comuns. Que posições escolheremos para os novos acordes? Evidentemente, aquelas que permitem conservar o som ou sons comuns na mesma voz. Assim, a tríade de Sol maior deve aparecer em posição de terça; Fá maior, de quinta; lá menor, de terça; e mi menor, novamente de quinta.

A progressão e a posição das três vozes superiores são, portanto, influenciadas pelos sons comuns. O baixo pode, entretanto, subir ou descer livremente. Se tivermos de escolher entre salto de sexta e de terça, preferimos o último **).
*) As tríades maiores são indicadas por letras maiúsculas; as menores, por minúsculas.
**) Como esta obra tem objetivo puramente prático, evitaremos explicações e justificativas minuciosas das regras. Convém que o aluno procure, por assim dizer, instintivamente sua justificativa. Para isso, deve testá-las cuidadosamente de ouvido ao piano. Um verdadeiro instinto musical logo o convencerá de que todas nasceram das exigências de seu próprio ouvido.


1. Observação. Além desses exemplos, que consistem em acrescentar as três vozes restantes a um baixo dado, é muito proveitoso construir uma tabela com todas as ligações possíveis entre todas as tríades, em cada posição. Para isso, deve-se continuar o exemplo (Nº 13) iniciado neste parágrafo sobre Dó. O aluno não deve desanimar ao perceber que, logo no início do estudo, precisa escrever 120 acordes em uma única tonalidade. Primeiro, o trabalho é meramente mecânico; segundo, importa que explicações completas dos rudimentos dissipem desde o começo o temor supersticioso que cerca a chamada “teoria” ou “baixo contínuo”.
II. Observação. Ao harmonizar um baixo, deve-se cuidar para não levar as vozes alto demais; portanto, não se deve escolher uma posição demasiado aguda da tríade de tônica no início.