Pyotr Ilyich Tchaikovsky · seção 12 de 36
Capítulo X. O acorde de dominante
Leia e ouça esta seção na edição reproduzível →Tradução automática da leitura em inglês. Rascunho; ainda sem revisão por um falante nativo.
§ 29. Se acrescentarmos uma terça acima de cada tríade da escala diatônica, obteremos uma série de acordes de sétima.

Desses acordes de sétima, o mais importante e frequente é o do grau 5º. Chama-se acorde de sétima de dominante, ou simplesmente acorde de dominante, e resolve na tríade de tônica.
A resolução se efetua assim: a sétima desce um grau, como todas as dissonâncias, até a terça da tríade. A quinta sobe ou desce um grau até a terça ou a fundamental da tríade, mais frequentemente até esta última. A terça, aqui sensível, sobe um grau até a tônica; a fundamental salta uma quarta acima ou uma quinta abaixo até a fundamental da tríade.

A resolução do acorde de dominante produz uma forma incompleta da tríade, sem a quinta, como mostram os exemplos seguintes.

Na posição de oitava do acorde de dominante, deve-se omitir um intervalo, pois dobrar a fundamental deixa apenas duas vozes para os três restantes: terça, quinta e sétima. Em geral omite-se a quinta, cuja ausência é menos sentida; raramente se omite a terça.

Nesses exemplos, a fundamental do baixo resolveu corretamente. A fundamental na voz superior não pode resolver da mesma maneira, pois formaria oitavas paralelas. Deve permanecer estacionária, isto é, resolver na quinta da tríade. Assim, a ligação do acorde de dominante com a tônica se torna mais eufônica e suave, além de produzir uma tríade completa, sem faltar a quinta. Com o mesmo propósito, nas posições de terça e quinta do acorde de dominante omite-se a quinta e dobra-se a fundamental.

§ 30. O acorde de dominante tem três inversões:

Os nomes dessas inversões derivam dos intervalos entre o baixo e um dos sons principais, sétima ou fundamental, do acorde de dominante. Assim:
a primeira inversão chama-se acorde de quinta e sexta; a segunda, acorde de terça e quarta; a terceira, acorde de segunda.
Essas inversões resolvem segundo as regras do último parágrafo, com uma exceção: a fundamental, na voz superior ou numa das internas, permanece sempre estacionária, de modo que a resolução produz uma tríade completa.

Acorde de quinta e sexta. Acorde de terça e quarta.
Acorde de segunda.
Acrescente-se que a quinta do acorde de dominante, em estado fundamental ou nas inversões, geralmente desce; somente quando parece necessário ela sobe, produzindo uma tríade com a terça dobrada.

Como exercício preliminar, o aluno deve escrever o acorde de dominante em todas as posições, com todas as resoluções possíveis e em todas as tonalidades, alternando posições fechadas e abertas.


Nota. O acorde de dominante e suas inversões são cifrados segundo seus nomes. O estado fundamental é expresso por 7; o acorde de quinta e sexta, por é; o acorde de quarta e sexta, por —9; o acorde de segunda, por 2.
No menor, devem aparecer as alterações necessárias: as da terça sem cifra, como já mencionado, e as dos outros intervalos com a cifra apropriada.
Apêndice ao capítulo X
§ 30. Apontaremos aqui algumas exceções às regras de resolução do acorde de dominante.
a) O acorde de dominante resolve no acorde de sexta se o baixo saltar uma terça abaixo. Nesse caso, uma resolução excepcional da sétima é indispensável para evitar certas con- extremamente desagradáveis

b) O acorde de dominante também pode resolver no acorde de quarta e sexta da tríade se o baixo permanecer estacionário. Havendo duas fundamentais, ambas devem ser conservadas na mesma voz.

c) No estado fundamental do acorde de dominante, a terça às vezes pode descer dois graus e a sétima subir um, mas somente quando esses intervalos estão nas vozes internas. O contralto é o mais adequado a tais progressões. Deve-se usar movimento contrário para evitar quintas e oitavas ocultas. Não assim.

d) Na terceira inversão, a quinta, quando no soprano ou tenor, pode saltar uma quarta acima ou uma quinta abaixo. Mas devem-se evitar cuidadosamente progressões defeituosas, explícitas ou ocultas.

e) Há outros desvios das regras na resolução das duas primeiras inversões do acorde de dominante, mas são mais raros. Como visam à condução livre das vozes, ainda desconhecida do aluno, farei apenas breve menção a eles, sem recomendar seu uso.

§ 31. Já mencionamos que somente a fundamental do acorde de dominante pode ser dobrada. Acrescente-se que, em raras ocasiões, também nos acordes de quinta e sexta e de segunda se omite a quinta e se dobra a fundamental.

