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Tchaikovsky, Guia para o estudo prático da harmonia · Português (Brasil)

Pyotr Ilyich Tchaikovsky · seção 13 de 36

Capítulo XI. Condução livre das vozes

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Tradução automática da leitura em inglês. Rascunho; ainda sem revisão por um falante nativo.

§ 32. Aprendemos que as vozes de um acorde podem aparecer em posição fechada ou aberta e que essas são as mais normais e vantajosas. Mas a verdadeira beleza harmônica não consiste em dispor as vozes desta ou daquela maneira, e sim no caráter e na independência das próprias vozes: numa condução que não depende dessas posições, mas, ao contrário, produz uma ou outra por seu caráter peculiar. Até agora, em todos os exemplos, o movimento das vozes intermediárias era determinado pela superior, sem oportunidade de independência. Assim que deixa de ser dominada pela voz superior, porém, cada voz ganha significado, adquirindo, por assim dizer, fisionomia e caráter próprios que determinam inteiramente as posições no acorde; um uso arbitrário de posições fechadas ou abertas deixa de ser praticável. Sua alternância torna-se necessária. Uma condução livre também pode ocasionar posições excepcionais ou anormais dos intervalos, como na tríade seguinte:

Example 91
Fig. 95 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Deve-se lembrar, portanto, que a condução livre produz não apenas a alternância das duas posições normais, mas também posições acidentais e assimétricas dos intervalos.

§ 33. Para compreender claramente o caráter de cada voz, devemos lembrar primeiro que lidamos com vozes extremas e internas.

As duas vozes extremas, soprano e baixo, são muito móveis. Poderiam ser comparadas a uma linha curva que sobe e desce em ondas. Quintas e quartas são saltos característicos do baixo, embora ele também favoreça progressões por graus conjuntos, sobretudo em movimento contrário ao soprano.

O soprano se adapta melhor à progressão por graus conjuntos, embora saltos de quarta, quinta, sexta e oitava não sejam excluídos. Esses saltos, porém, nunca devem ocorrer em sucessão imediata.

As vozes internas são claramente avessas ao movimento excessivo; por natureza, prestam-se a conservar os sons comuns dos acordes. Muitas vezes mantêm o mesmo som por dois, três ou mais compassos. Convém mantê-las em registro não muito agudo e não muito afastadas uma da outra. Contudo, quando o acorde não está em posição fechada, não devem aproximar-se demais. Deve-se evitar especialmente uma disposição com as vozes internas próximas do baixo e o soprano muito agudo. A teoria só pode fornecer uma compreensão muito geral da natureza das vozes. Cabe ao aluno, desde que tenha talento suficiente, aprender e apreciar gradualmente, pela aplicação diligente, todas as sutilezas e peculiaridades da condução livre, que não podem ser reduzidas a fórmulas. Segue um exemplo de condução livre:

Example 92
Fig. 96 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

6 Exercícios. Realizem-se os exercícios anteriores, a partir do capítulo X, empregando condução livre das vozes. Nota. O aluno não deve ultrapassar as extensões das vozes humanas representadas pelas partes. São elas: soprano, de ré a sol; contralto, do lá pequeno ao ré; tenor, do 4 pequeno ao sol; baixo, do sol grande ao dó. Só em absoluta necessidade esses limites podem ser ultrapassados, e nunca em mais de um tom.

Example 93
Fig. 97 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶