Quanto à resolução, esses acordes são tratados como acordes de nona sem fundamental. Portanto, sua fundamental, terça do acorde de nona, sobe um grau; sua terça, quinta do acorde de nona, sobe ou desce um grau; sua quinta, antes sétima, e sua sétima, antes nona, descem um grau. Se a terça estiver abaixo da sétima, não poderá descer, pois se formariam quintas paralelas.
A quinta, anteriormente sétima, quando numa voz intermediária, pode excepcionalmente resolver para cima, desde que não resultem progressões defeituosas.
Esse desvio é particularmente vantajoso na resolução do acorde de segunda, pois as vozes do acorde de quarta e sexta resultante adquirem assim uma posição normal.
§ 39. O acorde de sétima diminuta ganha muito ao ser preparado, embora isso não seja absolutamente necessário como no acorde de sétima menor.
A tríade de tônica pode preparar esse acorde de sétima se aparecer na mesma posição na preparação e na resolução. Da mesma maneira, também a tríade de dominante, pois tem dois sons comuns com ele.
Nota. As linhas horizontais no baixo cifrado indicam que os intervalos ao lado dos quais aparecem devem permanecer estacionários, enquanto o baixo toca os intervalos seguintes do acorde notado. Por exemplo, no primeiro compasso do primeiro exercício, as linhas junto às cifras 8 indicam que os intervalos da tríade sobre Sol correspondentes a essas cifras devem continuar soando durante as três notas seguintes do baixo, produzindo um acorde de sexta e um acorde de §.
A linha curta sob fá sustenido no último compasso do terceiro exercício indica que a terça da tríade, sensível, deve permanecer estacionária enquanto a oitava desce à sétima.