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Tchaikovsky, Guia para o estudo prático da harmonia · Português (Brasil)

Pyotr Ilyich Tchaikovsky · seção 17 de 36

Capítulo XV. Acordes de sequência

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Tradução automática da leitura em inglês. Rascunho; ainda sem revisão por um falante nativo.

§ 41. Se repetirmos várias vezes um motivo formado pelo acorde de dominante e pela tríade de tônica, descendo um grau a cada repetição, obteremos uma sequência de acordes de sétima, cada qual resolvendo, como o acorde de dominante inicial, numa tríade uma quarta acima ou uma quinta abaixo. Esses acordes de sétima, que ocorrem sobretudo em sequências, chamam-se acordes de sequência *).

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Fig. 123 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

*) Também são chamados acordes auxiliares de sétima.

Essas sequências também podem consistir em inversões dos acordes.

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Fig. 124 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Para estabelecer ligação suave entre esses acordes, cada tríade deve ter dois sons comuns com o acorde de sétima seguinte.

Conseguimos isso fazendo a quinta do acorde de sétima descer um grau até a fundamental da tríade. Sem isso, a sequência perde muita beleza e continuidade, e a recorrência de tantas dissonâncias agudas já não se justifica. Há também perigo de quintas ocultas extremamente ásperas.

Example 121
Fig. 125 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Um som comum basta quando o acorde de sétima está em estado fundamental e não tem a quinta.

Example 122
Fig. 126 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Se a terça do acorde de sétima estiver numa voz interna, poderá descer dois graus, mas somente em movimento contrário ao baixo.

Example 123
Fig. 127 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Naturalmente, esse desvio só pode ocorrer quando os acordes são completos e estão em estado fundamental.

§ 42. Por mais suavemente que conduzamos as progressões harmônicas dessas sequências, os saltos são inevitáveis. Com os acordes em estado fundamental, o baixo salta quartas e quintas, que não são desagradáveis por serem características dessa voz. Além disso, porém, encontramos um salto periódico de terça numa das vozes superiores. Quando tantos acordes fortemente dissonantes se sucedem de perto, devemos procurar fundi-los tão completamente que não ocorra um único salto.

Para isso, frequentemente permitimos que a terça do acorde de sétima permaneça estacionária e sem resolução; resulta uma cadeia contínua de acordes de sequência, cada qual resolvendo no seguinte.

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Fig. 128 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Essa sequência é apenas uma modificação da original; a lei da resolução não é violada, pois cada acorde de sétima contém os sons da tríade construída sobre sua fundamental. O grupo seguinte ilustra isso:

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Fig. 129 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

§ 43. Os acordes de sequência não se limitam à sequência; podem aparecer em outros lugares ou em fragmentos de sequências. Esses fragmentos podem começar com qualquer acorde de sétima. Devemos lembrar, porém, que a sétima sempre deve ser preparada, isto é, estar na mesma voz do acorde anterior.

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Fig. 130 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Se a terça de um acorde de sequência em estado fundamental estiver na voz superior, também pode descer dois graus, pois não é sensível.

Example 127
Fig. 131 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Isso não pode ocorrer no acorde de sétima do primeiro grau, pois sua terça é sensível para a tríade do grau 4º.

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Fig. 132 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

A quinta, exceto numa sequência, pode progredir livremente, inclusive para cima; por exemplo:

Example 129
Fig. 133 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

§ 44. Para conhecer melhor os acordes de sequência, vamos dividi-los em grupos:

a) Há dois acordes de sequência formados por tríade maior e sétima maior: nos graus 1º e 4º da escala.

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Fig. 134 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

A sétima maior os torna extremamente ásperos, razão pela qual são usados menos frequentemente que os outros.

b) Há três acordes de sequência formados por tríade menor e sétima menor: encontram-se nos graus 2º, 3º e 6º da

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Fig. 135 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Por serem menos dissonantes que os do primeiro grupo, são usados mais frequentemente.

O acorde de sétima do grau 2º tem significado especial, que o aluno compreenderá depois. Por enquanto, diremos que sua importância decorre de resolver na tríade de dominante, o acorde mais importante da escala depois da tônica.

c) As duas formas do acorde de sétima do grau 7º devem ser claramente distinguidas. Como acorde de sétima menor, resolve na tríade de tônica; como acorde de sequência, progride para a tríade do grau 3º.

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Fig. 136 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶
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Fig. 137 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

Exercícios. O aluno deve escrever e tocar todos os acordes de sequência existentes nas diversas tonalidades maiores. Somente depois de assimilar completamente as regras de ligação e resolução deve realizar os exercícios seguintes.

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Fig. 138 · Reproduzir este exemplo no leitor ▶

*) Neste acorde de quinta e sexta, a sétima não pode ser preparada; mas, como tem 8 sons comuns com o acorde anterior, dispensa preparação. De fato, a sucessão da tríade e do acorde de sétima sobre o mesmo grau sempre soa bem se a tríade tiver a fundamental dobrada.