Pyotr Ilyich Tchaikovsky · seção 28 de 36
Capítulo XXVI. Acordes de quinta aumentada
Leia e ouça esta seção na edição reproduzível →Tradução automática da leitura em inglês. Rascunho; ainda sem revisão por um falante nativo.
§ 90. Pela recorrência frequente de notas de passagem cromáticas em certos casos, algumas combinações dessas notas com notas harmônicas se tornaram formas fixas e são consideradas acordes efetivos.
Os acordes seguintes podem ser considerados combinações desse tipo:
I. A tríade aumentada.
II. O acorde de sétima de dominante com quinta aumentada.
III. O acorde de sétima com quinta aumentada e sétima maior. IV. Os acordes de sexta aumentada.
Neste capítulo discutiremos apenas os três primeiros.
§ 91. I. A tríade aumentada deriva da tríade maior elevando sua quinta um semitom. No maior, portanto, podemos ter três acordes desse tipo:

A quinta aumentada, originalmente aqui uma nota de passagem cromática, deve subir um semitom na resolução; portanto, a tríade aumentada sobre a tônica só pode resolver nas tríades dos graus 4º, 2º e 6º.

A tríade aumentada sobre a dominante deve resolver nas tríades de tônica, do terceiro grau ou do grau 6º.

A tríade aumentada sobre a subdominante resolve nas tríades dos graus 2º e 5º e, muito raramente, na do grau 7º. val

Pode, porém, também resolver na primeira e terceira inversões do acorde de sétima de dominante, além de certas formas do acorde de … menor

É evidente que a quinta da tríade aumentada nunca pode ser dobrada. Na maioria dos casos, essa tríade é considerada dominante da seguinte; assim, a tríade aumentada sobre a tônica geralmente precede a subdominante, e a da dominante, a tônica; a tríade aumentada sobre a subdominante modula à tonalidade situada um tom abaixo dela.

§ 92. A tríade aumentada deve ser preparada. Pode ser empregada como acorde de passagem, sendo então preparada pela forma original da tríade, ou como acorde em si, preparado por outro que se ligue suavemente a ele, frequentemente o mesmo no qual resolve.

As inversões da tríade aumentada são menos frequentes que o estado fundamental; aparecem sobretudo como acordes de passagem, com fundamental ou terça dobrada.

§ 93. Das duas tríades maiores no menor, somente a do grau 6º é usada com quinta aumentada; está sujeita às regras gerais.

A tríade aumentada sobre a dominante no menor é incapaz de resolução.
A tríade aumentada diatônica da escala menor foi mencionada num capítulo anterior.
§ 94. A tríade aumentada, considerada dominante, serve para modular.

§ 95. Como a tríade aumentada consiste em duas terças maiores superpostas, cada tríade é, como no acorde de sétima diminuta, o equivalente enarmônico de duas outras tríades aumentadas. Assim, suas inversões podem, por alteração enarmônica dos intervalos, transformar-se no estado fundamental de outra tríade aumentada. Da mesma forma, seu estado fundamental pode transformar-se em qualquer uma das duas inversões de duas outras tríades aumentadas.

Essa propriedade também é útil na modulação. Considerando cada intervalo, por sua vez, como sensível do acorde de sétima de dominante seguinte, podemos realizar três modulações diferentes.

Seguem modulações semelhantes com cadência prolongada acrescentada.

Exercícios. Pratiquem-se a preparação e a resolução de tríades aumentadas em todas as tonalidades e elaborem-se modulações por meio de suas propriedades enarmônicas.
§ 96. I. O acorde de sétima de dominante com quinta aumentada só é usado no maior e segue as regras gerais; sua quinta, intervalo alterado cromaticamente, deve subir um semitom. A preparação é feita pela tríade do grau 2º *).
Outros acordes da tonalidade não podem servir para isso, pois surgiriam dificuldades de condução de vozes.

Por eufonia, devemos escolher uma posição em que a quinta aumentada fique acima da sétima, formando com ela uma sexta aumentada. A relação inversa, a terça diminuta, deve ser evitada. Por isso, não se usa a segunda inversão do acorde de sétima de dominante com quinta alterada.
*) A tríade aumentada também pode servir a esse propósito.


§ 97. III. O acorde de sétima com quinta aumentada e sétima maior encontra-se nos graus 1º e 4º no maior, e no grau 6º no menor. O do grau 1º é o mais usado. Geralmente é preparado pela tríade de tônica, às vezes também pelas tríades dos graus 3º e 5º; resolve na tríade de subdominante, com a quinta alterada subindo.

Nota. O acorde de sétima com quinta aumentada no grau 3º do menor foi tratado num capítulo anterior.
O acorde de sétima com quinta alterada no grau 4º do maior e o do grau 6º do menor são raros, pois resolvem na tríade diminuta. Só podem ser preparados pela tríade do grau 4º no maior e pela do grau 6º no menor.

Às vezes resolvem uma quinta justa abaixo, em vez de diminuta, modulando assim, a partir do maior, para a tonalidade situada uma segunda maior abaixo da original; a partir do menor, para a situada uma segunda menor acima.


rc} *) O acorde de sétima com quinta alterada do grau 1º é aqui preparado pela tríade aumentada do mesmo grau.